Aspectos Econômicos
Setor Primário - Agricultura, Pecuária e Extrativismo. O município de Novo Horizonte manteve, até certa altura de sua história, a característica de diversificação de sua produção, principalmente na área agrícola. Até a década de 1970, o município se distinguia como grande produtor de café, algodão, milho, tomate rasteiro, arroz, amendoim e cebola. Na década de 70, com a criação do Programa Nacional do Álcool PRÓ-ÁLCOOL, instalaram-se no município duas grandes destilarias, a Usina São José da Estiva e a Destilaria Santa Isabel, provocando o início de uma mudança que iria alterar profunda e definitivamente a característica do município como produtor rural. Vieram então as grandes lavouras de cana-de-açúcar, substituindo o café, inicialmente e as lavouras temporárias posteriormente. Atualmente a produção de lavouras temporárias é bastante reduzida em relação ao que foi no passado e restringe-se a milho, amendoim, feijão de inverno, soja e tomate rasteiro. Na década de 80 iniciou-se também a produção de citros, principalmente a laranja, mas também com produção de limão e tangerina, destinadas primeiramente à produção de suco, mas com comercialização em menor escala para mesa. A pecuária está enraizada no município desde a sua fundação e tem tido sempre importância marcante na produção global de Novo Horizonte. A cultura do novorizontino é a de homem do campo, mantendo-se vivas as tradições dos "peões" do gado, da montaria de adestramento e de cavalgadas. São tradicionais já de algumas décadas as "festas do peão boiadeiro" que por aqui começaram e que hoje se alastram por todo o Brasil. Atualmente no município predominam: Pecuária, de corte, de leite e mista, produção de cavalos de raça, Cana-de-açúcar e seus derivados (açúcar e álcool) e produção de milho, amendoim, feijão de inverno, seringueira (látex) , soja e tomate rasteiro. Estrutura Fundiária A economia agropecuária do município está estruturada, conforme os dados fornecidos pela Casa da Agricultura/Escritório de Desenvolvimento Rural EDR, para o ano de 1995, em 1122 produtores rurais. ESTRUTURA FUNDIÁRIA
Conforme pode-se depreender da análise do quadro anterior, nosso município caracteriza-se pelo latifúndio produtivo, com brutal concentração de terras, de vez que as propriedades com mais de 50 hectares representam 79% da área total, pertencentes a 25% dos proprietários rurais. UTILIZAÇÃO DE TERRAS
Conforme pode-se verificar pela planilha da utilização de terras, no ano de 1995 as áreas ocupadas pela cana-de-açúcar e por pastagens mostram que a exploração econômica está voltada basicamente para estes setores. Mecanização Pela tabela abaixo verifica-se que a mecanização agrícola vem evoluindo gradativamente, o que pode ser verificado pela quantidade de estabelecimentos e de hectares por tratores RELAÇÃO DE MECANIZAÇÃO
Observa-se que em 1970 a relação do número de tratores era de um trator para cuidar de quase 6 propriedades, numa área de 402,25 hectares. A grande melhoria desse quadro surgiu em 1980 quando tínhamos um trator para menos de duas propriedades (1,77), para cuidar de uma área de 116 hectares. A razão dessa melhoria foi, principalmente, o advento do PRÓ-ÁLCOOL, com linha de crédito especial de longo prazo para financiamentos a juros baixos. Essa proporção se mantém até 1995 quando vemos existir uma máquina para 1,5 propriedade, assistindo uma extensão de área de 112 hectares. Pecuária No que se refere a produção pecuária, vemos a expressividade do rebanho do município pelo demonstrativo abaixo, que mostra ser a nossa pecuária um dos pontos fortes da nossa economia; PRODUÇÃO PECUÁRIA - 1995
Dificuldades e Necessidades do Setor São vários os fatores limitativos a uma melhoria no desempenho da produção agropecuária. Basicamente, o setor se ressente de uma definição de política agrícola que contemple:
Indicação de Potenciais de Investimentos Entende-se como potencial de investimentos todo recurso que é inerente ao setor econômico e que possa vir a colaborar com o desenvolvimento empresarial local, conforme o seu aproveitamento.
Entidade de apoio
Setor Secundário - Indústria O parque industrial do município de Novo Horizonte tem sua representatividade de expressão na transformação da produção agrícola. Trata-se da transformação da cana-de-açúcar efetuada por uma usina e uma destilaria existentes no município, instaladas na década de 1970, quando do advento do Programa Nacional do Álcool - PRÓ-ÁLCOOL . Nos demais campos, o parque industrial é incipiente. Pequenas indústrias, nenhuma de influência regional ou estadual. O Bordado industrial tem sido a atividade que maior crescimento vem experimentando no campo industrial, graças à proximidade da nacionalmente conhecida como a "Capital nacional do bordado", Ibitinga, para onde se escoa quase toda nossa produção.
NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS E PESSOAL OCUPADO NO SETOR SECUNDÁRIO - 1970, 1975 E 1995
Cabe esclarecer que no item "Transformação de Produtos Agrícolas", referente às duas processadoras de cana-de-açúcar, Usina São José da Estiva e Destilaria Santa Isabel, a quantidade de pessoas ocupadas (495) é referente ao pessoal que trabalha exclusivamente na área industrial, não estando computado o pessoal que, durante a safra (aprox.6 meses/ano) é utilizado na mão-de-obra do corte da cana, que varia em torno de 1.000 pessoas. As empresas pesquisadas foram as relacionadas no Cadastro da Prefeitura Municipal. Lei de Incentivo Governamental ao Setor Lei Municipal nº 1.691/93, de 8 de outubro de 1993, concede incentivos fiscais às indústrias que vierem a se instalar em Novo Horizonte e dá outras providências. Isenções de Impostos e Taxas Municipais
Doação de Área para instalação
Obs: as isenções previstas serão concedidas pelo prazo máximo de 10 anos. Distrito Industrial Os distritos industriais do município contam com uma excelente infra-estrutura e vias de acesso rápidas para o escoamento de seus produtos.
Setor Terciário - Comércio / Prestação de Serviços Na Divisão Administrativa referente ao ano de 1933, o município compunha-se dos Distritos de Novo Horizonte, Vale Formoso, Irapuã e Vila Salles. Essa situação foi mantida até o Decreto-lei Estadual 14.334, de 30.12.44, quando perdeu os Distritos de Irapuã e Sales (ex-Vila Salles), ficando unicamente com o Distrito Sede e Vale Formoso. Estas mudanças, embora que políticas, tiveram influência na vida econômica do município, principalmente no tangente ao comércio. Era Novo Horizonte um pólo micro-regional que centralizava o abastecimento das populações de todas essas comunidades. Era o município dotado de um comércio forte, embora que concentrado em poucos estabelecimentos, conforme se verá no quadro seguinte. Foi a época dos grandes armazéns que de tudo vendiam. Até a década de 60/70, quando a ligação com Catanduva se fazia por estrada de terra, mal conservada e praticamente intransitável na estação das chuvas, manteve o comercio de Novo Horizonte um potencial que ainda permitia a manutenção das grandes Casas comerciais, das famílias tradicionais que há gerações viviam do comércio. Com a facilidade de comunicação devida ao maciço asfaltamento das rodovias vicinais, a concorrência comercial deixa de ser apenas a local, transformando-se em regional. Os grandes centros regionais -Catanduva e São José do Rio Preto-, onde as grandes empresas comerciais, verdadeiros gigantes de abrangência nacional, tem suas filiais, passam a concorrer de forma massacrante com o comerciante das pequenas cidades. Verifica-se, então, o desaparecimento das grandes casas comerciais -o tradicional balcão sendo vencido pelo self-service dos supermercados-, ocorrendo a pulverização comercial com o aparecimento de inúmeras pequenas empresas comerciais, as micro-empresas. Assim, o crescimento do número de firmas comerciais, mesmo apresentando maior utilização de mão-de-obra, não representa proporcional aumento do potencial econômico do comércio. NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS E PESSOAL OCUPADO NO SETOR TERCIÁRIO
O desempenho do setor relaciona-se também ao nível de circulação de renda na economia, o qual se beneficia no período no período de safra, quando há um maior incremento dos mesmos, porém são divisões geradas pela indústria local que permitem uma estabilidade anual nas vendas deste setor. |
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