Aspéctos Demográficos
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Acompanhando tendência nacional, verifica-se em Novo Horizonte fenômeno migratório do campo para a cidade nas décadas 70/80 até o último censo de 1991. Tal se dá em razão de política desenvolvida pelo Governo na qual se priorizou a industrialização e a agricultura voltada para a exportação, além da maciça produção de álcool carburante (PRO-ÁLCOOL). No período que envolve a segunda década em estudo, a voraz remuneração das taxas de juros carreou volumes significativos de recursos para a especulação financeira, até mesmo com incentivo governamental (incremento à poupança), o que desviou totalmente os recursos anteriormente investidos na produção agrícola, aumentando as razões do êxodo rural. A implantação de extensas lavouras de cana-de-açúcar ao final da década de 70 com a criação do PRO-ÁLCOOL, causou também a avassaladora fuga das famílias do campo onde se cultivavam lavouras tradicionais permanentes (caso do café, principalmente) como periódicas. DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO MUNICIPAL 1970-80-91:
O crescimento da população urbana, conforme demonstrado pelo quadro acima está diretamente relacionado com o crescimento dos setores secundário e terciário e, principalmente, com o incremento da lavoura de cana de açúcar, devido à instalação de duas unidades industriais de beneficiamento de álcool no município. Este fenômeno exigiu e vem exigindo a abertura de mercado de trabalho em diversas áreas (indústria, comércio e prestação de serviços) com altos investimentos em infra-estrutura. Estas mudanças tem significativa repercussão na população economicamente ativa PEA e, por conseqüência, na economia do município. Verifica-se, por análise ao quadro seguinte, que a população do setor primário não apresenta evolução, ao contrário, até evolui, enquanto que nota-se evolução significativa nos setores secundário e terciário, tanto no período de 1970/80 como no de 1981/91. Essa mudança caracteriza o êxodo de famílias anteriormente radicadas na zona rural, dedicadas às lides da agricultura e da pecuária, que se deslocaram para a região urbana em razão das mudanças ocorridas em função da economia e da política agrícola. EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO - ECONOMICAMENTE ATIVA - PEA
Nessa retratação da População Economicamente Ativa (PEA) evidencia-se que no Setor Primário houve migração para outros municípios e, principalmente, para a zona urbana, localizando-se nos setores Secundário e Terciário O crescimento desses setores denuncia, também, o elevado número de pessoas dependentes da economia informal e de atividades autônomas para sua subsistência, sendo que pelos números dos registros da Prefeitura Municipal de Novo Horizonte, temos:
O crescimento dos setores Secundário e Terciário desempenhou fundamental papel na absorção da população oriunda do meio rural, onde se verificou no período de 1970 a 1991 um decréscimo populacional significativo. Haja vista que a população rural do município, conforme a tabela "DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO MUNICIPAL 1970/91" constante da pagina anterior, apresentou crescimento NEGATIVO de 51% no período. Essa constatação baseia-se na evolução da população economicamente ativa-PEA mostrada na tabela acima, onde vemos que ocorreram as seguintes variações no período compreendido entre 1970/91:
Relativamente à população economicamente ativa (PEA), podemos verificar ainda a quantidade de pessoas participantes do processo de geração de riqueza e o número de pessoas delas dependentes. RELAÇÃO ENTRE A POPULAÇÃO TOTAL E A P.E.A - 1970 - 1980 - 1991
Em Novo Horizonte a relação entre a população economicamente ativa e a população total, demonstra que ocorreu incremento crescente no número de pessoas que participam do processo de geração de riquezas, pois essa relação passou de 2,84 para 2,38 na década de 1970 a 1980 e de 2,38 para 2,26 até 1991. Conceito de PEA: - População Economicamente Ativa, segundo o IBGE, compreende pessoas de dez anos ou mais, que durante os doze meses anteriores à data do censo tenham exercido trabalho remunerado, em dinheiro e/ou em produtos e mercadorias, inclusive as licenciadas com remuneração e as sem remuneração, que trabalham habitualmente quinze horas ou mais por semana, em uma atividade econômica. |
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